Na última quinta-feira (24/11), o Ministério Público interditou o Club Vibe, em Curitiba. Segundo a juíza Mayra Rocco Stainsack, da 20ª Vara Cível da capital, que concedeu a liminar, a casa não teria autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para funcionar. Além disso, há também a alegação de que o club produziria um nível de poluição sonora intolerável, em uma zona residencial, inclusive em dias de semana.
Ainda de acordo com a decisão, caso o estabelecimento não seja interditado e tenha todas as atividades suspensas, a pena diária prevista é de R$ 5 mil.
O Club Vibe, que completa 10 anos de funcionamento em dezembro, já recorreu da decisão e se pronunciou há alguns minutos, em sua página no Facebook sobre o acontecido. Confiram o comunicado oficial:
COMUNICADO
Em relação à notícia veículada pelo Ministério Público sobre o Club Vibe, a empresa esclarece que a ação impetrada pelo orgão é baseada em fatos do início de 2010, hoje já ultrapassados.
A empresa possui as autorizações do Meio Ambiente e Bombeiros para funcionar normalmente, porém o Ministério Público não tomou conhecimento destes documentos ao impetrar a ação que pede a paralisação das atividades do Club.
Toda documentação que autoriza o funcionamento do estabelecimento foi apresentada no decorrer desta semana. Contudo, o Juiz responsável pelo caso não o apreciou à tempo e assim, em cumprimento à ordem dada na semana passada o Club não abrirá neste sábado, 26/11.
(Sáb) 26.11 CE & AIMEC apresentam: NICE7 (ITA) & 3° DESAFIO DE DJs
O mais breve possível remarcaremos o Desafio de DJs da AIMEC – Academia Internacional de Música Eletrônica e também a atração NiCe7.
Contamos com a compreensão de todos.
Quem conhece a Vibe vai achar no mínimo estranha a alegação do MP. A estrutura do club é um de seus pontos fortes, e mesmo em sua portaria é praticamente impossível ouvir qualquer ruído vindo de dentro. Além disso, é do conhecimento de todos que a Vibe só realiza eventos nos finais de semana.
Agora é torcer para que a justiça seja feita e a casa reabra o quanto antes. Quem perde com isso é o público curitibano, que fica temporariamente sem uma das 3 opções de balada de música eletrônica na cidade.