Você pode nem lembrar, mas houve um tempo em que para ter a sua música preferida era preciso ralar.
Ouvidos atentos ao locutor da rádio. Fitinha da Xuxa no deck, com esparadrapo no buraco do cantinho superior pra conseguir regravar. Dedos apreensivos posicionados um no play e outro no rec. A qualquer momento a música iria começar e qualquer erro significaria ter que esperar muito até a próxima oportunidade. Vinhetinha da rádio… É agora ou nunca!
Se você nasceu nos anos 80 deve ter se identificado com a situação acima e certamente lembra da Era Napster, que durou apenas dois anos, mas mudou o mundo para sempre.
Era Junho de 1999 quando Shawn Fanning, John Fanning e Justin Timberlake, digo, Sean Parker (você viu o filme do Facebook, né?) lançaram um serviço simples peer-to-peer para seus usuários trocarem arquivos MP3. Uma ideia inocente – ou não – que deu inicio ao fim da “era das gravadoras”, faria a Apple ressurgir das cinzas com o iPod e definiria a forma como consumimos música hoje.
Cerca de um ano depois o Metallica, achando que seria mais interessante lutar contra o futuro do que contribuir com ele, encabeçou um movimento apoiado por todas as grandes gravadores e moveu um enorme processo contra o Napster.
Em Julho de 2001 o serviço foi descontinuado por ordem judicial, mas a marca seguiu adiante com a reformulação do Napster para uma versão paga de pouco sucesso. Após declarar falência a marca foi vendida e até a semana passada pertencia a Best Buy, que a adquiriu em 2008.
Na última quinta-feira, 01 de dezembro, o Napster foi fundido ao Rhapsody, do qual a Best Buy passou a ter uma parcelazinha das ações.
E assim, sem muito barulho e praticamente esquecido, o revolucionário gatinho de headphone encontrou seu derradeiro fim. Que descanse em paz.