O espírito de Detroit

Gui Empke | Em 30/03/2010 às 02:26 - atualizado em 20/04/2011 às 19:09

O espírito de Detroit

A XLR8R visitou Detroit para descobrir se em 2010 o espírito que tornou a cidade tão influente continua pulsando. “Detroit” deveria soar algo como “amém” aos ouvidos dos amantes da música eletrônica. Se foi Chicago que deu corpo a bagunça toda, foi Detroit que soprou alma em seu interior. Impossível falar de um lugar tão magicamente inóspito sem soar melancolicamente poético, tendendo mais para o breguinha clichê provavelmente. E talvez por pura ironia, o que da a Detroit sua poesia é o fato de ser um lugar duro, sem meias palavras, onde a beleza não vale nada. A sempre seminal XLR8R visitou Detroit para descobrir se em 2010 o espírito que tornou a cidade tão influente continua pulsando. De tradução livre do primeiro paragrafo: Se você é um produtor ou DJ com músicas tão boas que o mundo inteiro está falando de você, nunca esqueça que vem de um lugar que não da a mínima para quem você é ou o que você faz. A cena que você representa é a que carrega em sua cabeça, coração e alma. O resultado é jornalismo literário de primeira qualidade, uma matéria emocionante que é leitura obrigatória, se não para todos, pelo menos para DJs e produtores brasileiros, que costumam preferir se agarrar em muletas a realmente lutar pelo seu trabalho. Das palavras de Mike Huckaby: Sempre existe uma luta. Luta-se para conseguir o melhor corte, a master perfeita e os meios financeiros para lançar a música. Então no fim, a música que você escuta é sempre a melhor produção de alguém. É tudo muito caro para que se lance música medíocre. Confira aqui a matéria completa. Para quem não entende o inglês ou tem preguiça de ler tudo, vale pelo menos ouvir as músicas que permeiam o texto tentando imaginar o ambiente retratado nas fotos.

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Gui Empke

DJ/Produtor e amante do som estranho. Já toquei minimal, techno, house, tech house, dubstep, uk funky, crack house, electro, maximal, future garage e drum'n bass. Um dia resolvi tocar o f*da-se e me encontrei na mistura de tudo. Somos complexos de mais para viver em uma única sonoridade.

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