Universo Paralello em fotos e detalhes - review completo
Guilherme
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Em 14/01/2010 às 20:53 - atualizado em 26/10/2010 às 02:30
Universo Paralello em fotos e detalhes - review completo
Confira abaixo mais algumas breves notas do que foi esse inesquecível Universo Paralello:
Trecho Salvador/Jaguaripe
Nosso grupo enfrentou um percurso de quase 6 horas para vencer os 170 km entre Salvador e o festival, uma vez que o motorista se perdeu diversas vezes. Assim, chegamos na portaria às 6 da manha do dia 29.Chegada e Portaria

Estrutura de Camping e Segurança
Ao raiar do dia 29 de dezembro, praticamente só havia espaço para camping na beirada da portaria do festival. Como afirmado pela organização, a região realmente dispõe de muito mais espaços de sombra do que o oferecido pelos esparsos coqueirais de Pratigi. O forte calor bahiano ainda transformava as barracas em verdadeiras saunas, o que impedia o sono dentro delas após as 8 horas da manhã, mas ainda se trata de um conforto a mais em relação às edições anteriores. Ainda em relação ao sono, logo na primeira noite chamou a atenção a quase ausência de mosquitos. Contudo, essa ausência foi compensada por uma grande quantidade de siris desnorteados. Explicação: a região do camping, outrora dominada pela mata, fora devastada pela organização. Sobre o assunto, veja logo abaixo em LIMPEZA E MEIO-AMBIENTE. Havia nas áreas de camping alguns pontos de iluminação que, se não dispensavam por completo o uso da lanterna, ao menos traziam uma impressão de maior segurança e algum conforto extra. Em relaçao à segurança, nosso grupo não teve qualquer problema, e nenhuma reclamação chegou a nossos ouvidos. Portanto, ao que parece, houve grande melhora em relaçao ao ano passado. Contudo, apenas aqueles que sofrem alguma violência é que podem dizer algo com mais efetividade. Felizmente, não conhecemos ninguém que tenha sofrido violencia fisica, furto ou roubo.Sanitários e Chuveiros
A estrutura de sanitários e chuveiros foi um verdadeiro desastre no festival. Os únicos banheiros com vasos de cerâmica estavam próximos à portaria do evento. O número? Cerca de uma dúzia. Pouco para 10.000 pessoas. O resto da estrutura de sanitários era composta por banheiros químicos, que também eram absolutamente insuficientes em número, e que pelo intenso uso sob o forte calor da bahia, ficavam absolutamente inutilizáveis pela quantidade de dejetos e pelo insuportável odor. Não bastasse isso, a falta de água foi um problema permanente durante o festival. Assim, durante diversas horas os banheiros ficavam sem nenhum tipo de manutenção. Resultado: até os raríssimos banheiros de alvenaria ficaram insuportavelmente sujos, o que ofendia tanto a dignidade de quem os utilizava quanto daqueles com a infeliz missão de limpá-los. Fica até dificil explicar para quem não esteve no festival o nível absurdo da imundície. Quanto aos banhos, foi a mesma história. Além de poucos, os chuveiros ficavam desabastecidos durante boa parte do dia e da noite. Quando havia água nas caixas (abastecidas por um caminhão-pipa), não eram raras as filas, e muitas vezes a única opção para se banhar era um poço artesiano nas proximidades do Chill-Out. Há que se frisar também a ausência de duchas nas pistas, que estavam presentes nas outras edições. Nessas condições, o braço de rio e o mar viraram opções do público tanto para se banhar quanto fazer suas necessidades. Muitos apelavam até para medicamentos para "prender" o intestino. Público com sua civilidade e dignidade jogada no lixo, desastre ambiental para a região pelo lançamento de dejetos e sabão na água. Enfim, ponto extremamente negativo para a organização, que deveria ter se preparado melhor e dado prioridade máxima a essa gravíssima questão. A justificativa, dada em folhas sulfite espalhadas pelo festival e por Swarup, logo antes da abertura do Main Stage, foi a de que houve escassez de chuva durante 3 meses e de que "vândalos" teriam destruido os encanamentos. Havia a promessa de que tudo seria solucionado até meio dia do dia 29, o que obviamente não se concretizou. Contudo, havia um alento. A população da região disponibilizava suas casas para uso sanitário e banhos por quantias módicas, de 3 a 5 reais, logo na saída do festival. Muitos ofereciam inclusive carona. Ainda, há que se dizer que havia momentos, principalmente à noite, em que as filas para banho eram breves ou inexistentes. Portanto, ponto negativo também para parte do público, que dispunha de algumas alternativas, mas que mesmo assim preferiu degradar o meio ambiente.Limpeza e Meio-Ambiente
Muito embora houvesse quantidade razoável de lixeiras com coleta seletiva de lixo (metal, plástico, papel e "outros", basicamente), porta-bitucas fossem distribuídas para todos os pagantes, e houvesse boa quantidade de funcionários recolhendo detritos, o lixo se acumulou de maneira extraordinária nas pistas. Cigarros, latas, garrafas plásticas rivalizavam em espaço com o público, a mata e os siris. Triste visão de acúmulo de sujeira em todas as pistas, nos campings e até mesmo nas águas, que vai contra o ideal ambientalista e causou longas filas no afastado posto médico, recheado de pessoas com cortes nos pés. Uma das grandes contradições do evento, que se diz pautado na conservação ambiental, foi a "limpeza" da mata para a montagem dos palcos e, principalmente, para abrir espaço para o camping. A população local até agradeceu a iniciativa, vez que dizia que a região era de difícil acesso e recheada de cobras. De qualquer forma, não há como se negar o dano ambiental na região. O que se pode concluir, infelizmente, é que o evento, embora tenha trazido ganhos econômicos breves para Jaguaripe, causou danos duradouros ou mesmo permanentes ao ecossistema da região, e ficou longe do objetivo de sustentabilidade. E não resta dúvida que o desastre dos banheiros contribui - e muito - para agravar a situação nas matas e nas águas.Bar e Alimentação
A praça de alimentação, menor que na 9ª edição, ficou dividida em duas partes, uma próxima ao Chill Out e outra anexa ao Main Stage. As opções incluíam comida vegetariana variada, yakissoba, crepes, coxinhas e até um buffet. Já os preços, bem, a famosa placa "O Nunes PIROU: 2 pastéis por apenas 11 reais" ilustra bem o fato de que, para se matar a fome, tinha-se que matar o bolso! O bar teve seus preços levemente aumentados. A água continuou 2 reais, enquanto a cerveja/refri/suco passou para 4 reais, a catuaba/vodka para 6 reais e o energético para 10 reais. Para os prevenidos com bebidas próprias, o copinho de gelo saia por 1 real. Preços condizentes e até menores que os praticados em open airs, mas elevados se considerar que se passa 7 dias por lá. O jeito era tentar trazer água de fora do festival e improvisar sucos com TANG, ou ir atrás da cerveja de garrafa a 3 reais nos bares locais, fora do festival. Comprar fichas também era um pequeno suplício. O normal era esperar pelo menos 10 minutos na fila. Então, o jeito era comprar todo o seu consumo do dia (ou de vários dias) de uma vez só. Em relação às fichas, um ganho em comparação ao ano passado é que elas eram grandes e plastificadas. Quem compareceu à edição do ano passado padeceu com fichas minúsculas de papel, e não era incomum 50 em fichas esquecidas em algum bolso virarem pó após um mergulho. Outras vantagens eram:- latas de cerveja SKOL 355 ml, ou seja, sem as usuais pegadinhas de cerveja 'mini';
- bares amplos e com muitos funcionários, quase sempre carismáticos e comunicativos;
- bebida SEMPRE gelada, a qualquer hora do dia ou da noite.
Decoração e Pistas









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