Boom Festival desmente boato sobre novo festival em parceria com Ozora

Como muitos desconfiavam, era só uma brincadeira de primeiro de abril. Confira a nota completa.

Eliel Cezar em 03 de Abril de 2017

No último sábado boa parte dos fãs de psytrance e festivais em geral ficaram em polvorosa após uma notícia publicada pelo Trancentral que anunciava um novo festival fruto da parceria entre os organizadores do Boom Festival e Ozora, basicamente os dois maiores eventos do tipo no mundo.

Segundo a notícia, o festival seria batizado de Spirit Evolution, aconteceria na Romenia a cada 2 anos e teria capacidade para receber até 100 mil pessoas. A informação teria sido dada em primeira mão por telefone "pelo organizador do Boom Festival".

Tudo muito promissor, muito bonito, a notícia rapidamente viralizou. Muita gente começou a fazer as contas de quantos objetos de valor de dentro de casa precisariam vender para conseguir comprar passagens para o festival. A emoção foi tanta que esqueceram de verificar duas coisas básicas:

1. Zero referências sobre o festival nas páginas do Boom e Ozora

2. A data da notícia: 1 de Abril.

Com base nisso, já dava para desconfiar né? Obviamente uma bela pegadinha do Trancentral. Para acabar com qualquer dúvida, os organizadores do Boom publicaram uma nota em seu Facebook, confira na íntegra:

O BOOM NÃO ESTÁ ENVOLVIDO NUM NOVO FESTIVAL.

Ontem, 1 de Abril, dia das mentiras, uma notícia publicada pelo website Trancentral tornou-se viral anunciando que o Boom Festival está envolvido numa parceria com outro evento para criar um "mega festival". Isto não é verdade e é uma piada do dia das mentiras:

1. O Boom não está envolvido em nenhum novo festival na Europa, não fez nem faz parcerias com outros festivais porque os seus princípios e valores são únicos e não ajustáveis a outros contextos. O único evento que membros da Boom Team estão a produzir é o Being Gathering (28 Junho a 2 Julho 2017 na Boomland).

2. O Boom acontece a cada dois anos em Portugal. Este país é a sua casa (apesar de sermos todos cidadãos do mundo e do multiverso) e assim será no futuro.

3. O teor da noticia fala de um "organizador do Boom", mas o festival não é feito por 1 indivíduo. O Boom é organizado por uma equipa de muitas pessoas.

4. A notícia tem também um ângulo de expansão económica e social, algo em que o Boom não se revê e que originou inclusive a decisão de limitar a lotação do festival.

5. Refere ainda que "é natural que a cultura de trance psicadélico dê as mãos e não compita". Nós concordamos com isso; o Boom não compete com outros eventos, tem relações de amizade com os festivais de psytrance e com vários acontecimentos de outras culturas. Um dos exemplos é que os festivais referidos na notícia dialogam positivamente para a compatibilização de datas para que o público usufrua de vários eventos e não se criem divisões no movimento trance psicadélico.

6. Quem conhece o Trancentral sabe que uma das suas características é o vibrante sentido de humor! Se a ele juntarmos a popularidade de festivais, o poder amplificador das redes sociais e a era da pós-verdade que hoje vivemos facilmente se gera algum caos: parcialmente foi o que aconteceu, recebemos centenas de mensagens com Boomers preocupados de que o Boom iria acabar e juntar-se a outro evento.

Car@s Boomers, o Boom

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