Por que reduzir danos em eventos de música eletrônica?

Entenda a importância dos espaços de cura em festivais

Luz Azul em 19 de Setembro de 2017

O que você pensa quando se lembra de uma festa da cena eletrônica? 

Música. Luzes. Cores. Pessoas. Energias. Vibração. Pulsação. Batida. Dança. Sentimentos. Emoções. Amizades. Natureza. Sensações.

São vários os estímulos que tornam essas festas momentos super especiais nas nossas vidas, certo? E como nosso corpo reage a essa vastidão de estímulos? Afinal, é nosso corpo que media todos as nossas percepções e sensações para construir todas as nossas experiências.

Vários são os fatores que interferem na construção e percepção dessas experiências. Nosso estado físico e emocional, os estímulos ambientais, nossos pensamentos e preocupações e, claro, as interações de substâncias em nosso metabolismo têm influência direta na forma com que deixamos estas experiências nos permearem.

Por mais saudáveis e felizes que estejamos nos sentindo, mesmo rodeados de amigos e em um ambiente agradável, muitos são os caminhos que podem nos levar a um estado de tensão, preocupação, angústia e mesmo desespero nas festas – e em qualquer ambiente de nossas vidas. Os efeitos de substâncias psicoativas – lícitas ou ilícitas – não podem ser descartados como um fator importante nessa equação.

Sendo assim, manter um espaço de referência e informação nas festas é uma expressão de cuidado e acolhimento. É um movimento de promoção de saúde compartilhado entre organizadores(as) e participantes destes eventos. É ao mesmo tempo carinho e responsabilidade – de nós para conosco.

A montagem de uma tenda de Redução de Danos, em local acessível, mas ligeiramente afastado da pista, é uma estratégia muito interessante para oferecer um espaço de conforto, com a diminuição de alguns estímulos, a fim de permitir um (re)equilíbrio para pessoas que possam estar passando por momentos de vulnerabilidade.

A ideia dessa tenda é que pessoas com alguma formação e experiência em cuidados possam compartilhar informações para que as viagens sejam mais suaves e harmônicas. Esse é o trabalho de redutores e redutoras de danos. Sabendo minimamente os caminhos a trilhar, as chances de se ter experiências desagradáveis diminuem bastante – e, acreditem, isso não torna de maneira nenhuma as viagens menos interessantes.

É claro que não se trata de estimular, encorajar, muito menos incentivar as pessoas a usarem substâncias de qualquer natureza. A perspectiva, na verdade, é a da máxima autonomia e respeito: oferecer informação para que a decisão de mexer ou não com seu organismo possa ser tomada da forma mais consciente e tranquila possível.

Além de buscar evitar que experiências desagradáveis se tornem traumáticas , essas medidas podem prevenir riscos e aborrecimentos futuros com medidas impensadas que pessoas em sofrimento possam cometer.

Espalhe essa ideia e faça parte dessa rede de cuidados para tornar as nossas festas cada vez mais prazerosas para todos(as) os(as) envolvidos(as). 

 

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