No último final de semana (14/08) fomos presenteados novamente com mais uma edição da Respect, no Vale das Brisas (Itu – SP). Confiram review e fotos.
No último final de semana (14/08) fomos presenteados novamente com mais uma edição da Respect, no Vale das Brisas (Itu – SP) Sempre digo que admiro organizações que prezam não apenas por uma festa de qualidade, mas também por uma “diversão sustentável”. A Respect,como sempre, fez a sua parte; mas desta vez faltou o público fazer a parte dele. Infelizmente, desta vez eu fico um pouco dividida para falar sobre a Respect em alguns pontos. Não por sua organização, mas mais pelo público em si. Sei que uma coisa é conseqüência da outra, porém se encarar apenas desta maneira, esta “linha do tempo” não terá fim.
Nunca vi a Respect como neste dia 14. E meu sentimento, na hora que cheguei, se dividiu em 2 extremos:
– Feliz por ver o sucesso de uma organização que ainda preza pela arte, cultura e respeito. – Feliz por saber que uma festa mais “rootz” (como alguns costumam chamar) caiu no interesse de outras pessoas. – Feliz por ver a paz entre tantas pessoas diferentes
– E triste. Por ver a Respect diferente de tudo que já vi. – Sem muito espaço para dançar – Com um público que não é “a cara da Respect” – Com um público que não tem atitudes correspondentes à Respect
Mas a “miscigenação”, com certeza, não era minha maior preocupação. Pelo contrário: à partir do momento que todos os diferentes se respeitam como iguais seres humanos, toda mistura é bem vinda. O motivo da minha preocupação era atitude de tantas pessoas. Partindo do momento que conhecem, espero que da próxima vez também se adéqüem. Afinal, todos devem se adequar – os dois lados – não apenas um. Aliás, bateremos na mesma tecla se continuarmos este assunto. O que me incomodava de verdade eram as atitudes deste público. Era triste olhar para o chão e, ao invés de ver mato, ver garrafas, copos e papéis. Isso chocava. Eram outro público, outras atitudes. Para completar, houve furtos no estacionamento. Nunca tinha ouvido relatos de coisas como estas na Respect (corrijam-me se estiver enganada). (Vale ressaltar aqui que a equipe já está empenhada em ajudar os lesados. Parabéns à equipe.) Este foi o lado que me deixou um pouco balançada: as conseqüências do crescimento e da entrada de um novo público. Porém, como toda Respect vale à pena, com essa não foi diferente. Apesar de tudo, a energia da festa estava ótima. E São Pedro, como (quase) sempre estava lá para acompanhar e nos oferecer um dia de frio, porém de sol. Ou seja: uma tarde gostosa para se passar em uma festa. Vamos aos detalhes:
Estrutura – Lugar maravilhoso. Pena que desta vez não deu para aproveitar e molhar os pés no lago. – Porém, se na próxima edição aparecer mais gente que nesta última, o lugar ficará pequeno. – A única reclamação grande mesmo é sobre o estacionamento. Se chove, você não consegue sair. – Som alto! Bem alto, e sem falhas. Decoração
– Como sempre, perfeita. A Respect, tem uma característica própria. Se alguém me mostrasse uma foto sem me falar onde era, só pela decoração já arriscaria “Respect”. – Materiais reciclados – Colorida – Tendas para se proteger do sol – Tudo muito colaborativo para deixar o ambiente e a energia ainda mais perfeita
Line Up Cheguei já pela manhã e não curti vários DJs que gostaria de ter visto. Porém, assim como a decoração, o som da Respect também é único. Assim que cheguei fui dar uma volta para procurar algumas pessoas e era engraço ouvir pessoas dizendo o que estava pensando: Nossa, que som! Era Zaghini tocando. E ele arrebentou. Pragmatix também mandou muito bem. E para minha surpresa Planta e Raiz “combinou” com o chillas. Por falar em chillas, era um caso – ou melhor: um mundo – à parte. Galera sentadinha, apenas apreciando. E Pedra Branca, como sempre, nem preciso comentar. Não canso de ver! Filas Os banheiros estavam cheios, mas nada assustador. Igualmente para o caixa e bar. A única coisa triste é a sujeira acumulada – o que é plausível, diante de tantas horas e tantas pessoas. Enfim. No geral, como sempre, a Respect foi maravilhosa. Som perfeito, lugar lindo, dia lindo, energia muito boa. Sempre vale à pena, principalmente quando a equipe não some e ainda ajuda pessoas que tiveram prejuízo. Recebeu um cartão do Psicodelia? Confira as fotos aqui: http://www.flickr.com/photos/psicodelia_blog Beijos e até a próxima