XXXperience Curitiba 2011 - primeiras impressões

Mohamad Hajar Neto | Em 30/05/2011 às 02:29 - atualizado em 09/06/2011 às 09:27

XXXperience Curitiba 2011 - primeiras impressões

O retorno da XXX para a capital paranaense foi, além de um sucesso de público, uma excelente festa!

 O grande dia chegou e, mesmo com muita gente falando bobagem e criticando na internet, cerca de 15 mil pessoas estiveram presentes na Fazenda Heimari ontem para prestigiar a edição curitibana da XXXperience 3D. Os detalhes e pormenores do evento você fica sabendo em poucos dias com o nosso podcast especial de review, mas já adiantamos que o evento foi excelente, conforme vocês podem ver com estes videos e fotos abaixo.

A festa começou com full on, como manda a tradição. O primeiro que vimos foi X-Noize. Apesar de ter tocado a mesma coisa que vem tocando há 3 anos, ainda assim foi um set agradável, bom para chegar e ir se ambientando com a festa. Confiram Information, música da dupla com vocais de Tom C:

Em seguida, foi a vez de Pixel. Esse sim mostrou que ainda é possível ser DJ de full on e manter a qualidade. Tocou de verdade (sem dead act no Ableton), fez mash up, fez sampling, enfim, fez seu papel. Confiram Beauty Never Fades, música de Junkie XL remixada por ele, GMS e Domestic, na versão como tocada ontem:

Após o Pixel, foi a hora de ir para o backstage conferir uma das maiores estrelas da festa: Stephan Bodzin. O alemão mostrou também porque é chamado de semi-deus do techno por muitos e fez um set memorável, sem dúvidas o DJ mais aplaudido em toda a festa. A introdução bem no seu estilo "torce-colunas":

A emocionante synthapella da Phobos (pulem para 2:25 do video):

O encerramento inusitado com a melodia melancólia e a batida quebrada de Max Cooper:

Depois, fomos para o main e curtimos Day Din. Infelizmente me esqueci de fazer videos, mas foi o progressivo excelente que todos esperávamos. Em seguida, começou a sequência infinita de electro farofa. Primeiro Electrixx, o menos pior dos quatro. Confiram a Tetris em versão pseudo-dubstep que eles tem tocado ultimamente:

Depois veio Dirtyloud e o pior set da festa. A metade das músicas foram remixes horríveis de deadmau5, a outra metade, bem... Quem remixa Katy Perry e toca na rave não merece o lugar que está:

Não resistimos e fomos ao backstage. Nic Fanculli e Tiefschwarz tocaram o tech house repetitivo que está na moda agora no eixo D-Edge/Vibe/Warung. Não que seja ruim, mas de homes tão hypados, esperavamos mais do que músicas simples e maçantes. Destes dois, o segundo ainda foi um pouco melhor, por tocar algumas melodias e vocais que ensaiavam uma empolgação na pista.

E, pra finalizar, voltamos ao mainstage para curtir o novo Ticon, que ainda não encontrou uma identidade entre o prog e o techno, mas ainda não chega a ser ruim, e o principal nome da festa, que encerrou com louvor: Tocadisco. Muito criticado pelas pessoas que só conheciam sua linha pop, o alemão chegou e tocou aquilo que nós do Psicodelia apostávamos que tocaria: electro pesado, melódico e de alta qualidade. Tocadisco simplesmente deu uma aula de electro para a meninada toda que o precedeu no line, além de ter uma presença de palco  divertida e envolvente. Vejam:

Outros detalhes, vocês conferem nesta semana (provavelmente quarta-feira) no nosso podcast especial.

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Mohamad Hajar Neto

Formado em marketing, DJ e produtor no Kultra e apaixonado por música eletrônica, Mohamad é o editor-chefe do Psicodelia.org.

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