Adhara: Fotografia

Publicado em 03/07/2019 - Por Victor Stenzowski

adhara fotografia

O começo de carreira na fotografia não é fácil. Mas quando falamos de fotografia de eventos de música eletrônica, talvez a dificuldade aumente um pouco mais. Em uma cena em que mesmo DJs (em teoria as estrelas da festa) muitas vezes são pagos com consumação, o pessoal da fotografia luta para conseguir ocupar seu espaço e ter seu trabalho reconhecido e valorizado. Nós conversamos com Suelyn Infante a.k.a Adhara Fotografia, que recentemente vêm se destacando na cena trance curitibana. Ela contou um pouco sobre o início do projeto, as dificuldades e seus projetos para o futuro, confira!

Como a arte de fotografar chegou a sua vida?

Sempre gostei de muito de tirar fotos, mas foi no final do Ensino médio que tive o primeiro contato com a fotografia em si. Quando entrei na faculdade de Publicidade e Propaganda comecei a ter aulas de fotografia e não tive dúvidas que eu amava fazer aquilo, e que ali se revelava um amor maior.

Quando foi sua primeira festa de música eletrônica?

Foi em 2016, no início da faculdade, quando comecei frequentando festas de Techno. Bom, acho que assim como a maioria. E em 2017, tive o primeiro contato com o Psytrance.

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Qual foi a maior dificuldade que você encontrou no caminho para se tornar uma fotógrafa de eventos de música eletrônica?

Sinceramente, a questão financeira. Não ter condições de comprar o equipamento antes e tudo mais. Porém, acredito que tudo aconteceu exatamente quando deveria. Até por que eu sempre fui muito teimosa e decidida do que quero para minha vida, então eu não iria desistir desse meu amor, jamais! A fotografia é tudo que eu tenho na minha vida, tudo que me faz encontrar comigo mesma, sabe? Não vejo sentido não tê-la em minha vida. Acredito que a “Adhara” fez eu amadurecer muito, e de todas as formas possíveis. Ela me trouxe luz e esperança, e a cada dia que passa eu me apaixono mais e mais por tudo isso.

Onde você busca inspiração? Quais são suas referências dentro e fora desta arte?

Tem um fotógrafo que foi a minha primeira inspiração, o Brasílio Wille. Ele é curitibano, e faz um trabalho magnífico! Porém meu gosto pela fotografia foi mudando, foi amadurecendo conforme eu fui conhecendo os eventos de trance também. Mas hoje a minha maior inspiração é esse amor que eu vivo, pelo trance e pela fotografia, a capacidade de você conseguir juntar isso e transformar em uma arte e incrível, e a cada dia que passa eu me envolvo mais e mais, porque a gente vive estando em contato com o som, com a pista e principalmente fazendo parte do público, sorrindo, chorando, aprendendo e evoluindo tudo ao mesmo tempo. Poder captar essa energia única, que cada evento nos proporciona é incrível demais, e confesso que me emociona pensar que hoje eu consigo libertar tudo o que eu quero através da minha arte. Acredito que minha inspiração se renova diariamente.

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O que você acha da cena eletrônica brasileira atualmente?

Então. Como não tenho muito tempo de cena eletrônica, não tenho uma base de como era antes… Mas assim, acredito que estamos em um país muito rico em eventos, a diversidade aqui é gritante, tem “raves” e festivais para todos os gostos e com uma frequência muito grande. Por esse motivo penso que a cena pode estar, talvez, em seu melhor momento.  O que se pensa mais é a questão da qualidade mesmo talvez. Alguns eventos não se preocupam muito com seu público, é nítido as crews que estão ali por amor à nossa cena.

Se você pudesse escolher qualquer lugar para fotografar, onde seria?

Hoje seria o Festival Terra Azul, com certeza. Por que todas as histórias que já ouvi sobre esse festival me deixam eufórica e apaixonada, morrendo de vontade de sentir tudo isso! O Terra foi a primeira meta que coloquei sobre a Adhara em 2018 quando lancei o projeto, porém não pude comparecer e estava sem equipamentos na edição passada. Mas esse ano eu vou de qualquer forma, levar a minha paixão para lá e dar o meu melhor, mesmo que não seja possível fazer parte do coletivo fotográfico.

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Quais são os próximos planos do seu projeto?

Meu plano agora é: conseguir investir em material, para conseguir amplificar minha forma de trabalho. Hoje já me sinto mais segura em trabalhar com DJs e tudo mais, então acredito que logo vem algumas novidades por aí…

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