Dream Valley supera primeira edição, e confirma a realização em 2014

Publicado em 21/11/2013 - Por Mohamad Hajar

Um festival de música eletrônica, a exemplo do que acontece em varias partes do mundo, é feito pela diversidade sonora e pela platéia divertida, democrática e apaixonada. E o Dream Valley Festival, que aconteceu dias 15 e 16 de novembro no Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina, em sua segunda edição já apresenta sinais de que veio para somar à lista dos maiores eventos do gênero no planeta.

Seu palco principal, de 6 mil m³, foi quem sofreu uma das mudanças mais impactantes. Um grande relógio na parte central e engrenagens que lembram seu funcionamento (e a Tribaltech também, verdade) hipnotizaram a platéia, que volta e meia se surpreendia com imagens psicodélicas nos telões seguidas de efeitos de laser, fumaça, fogos e papel picado. Já no palco alternativo, destinado ao ritmo underground, ganhou uma providencial cobertura, já que no ano anterior a chuva atrapalhou a vida dos fãs deste stage. Além disso ele estava mais intimista, com telões e palco próprios para atender às características do som cadenciado e dançante que grandes nomes da cena exibiram nos dois dias do evento.

A primeira noite do Dream Valley Festival registrou público de mais de 16 mil pessoas, e o palco principal recebeu estrelas de primeira grandeza do universo pop, como Zedd, Afrojack, Steve Angello, Kaskade e o residente do Tomorrowland, Yves V, que afirmou em entrevista coletiva após sua apresentação que “Em dez anos o Dream Valley Festival será o maior festival do mundo”. No Mystic Stage a noite de abertura do Dream Valley Festival mostrou que ele não seria um mero coadjuvante do carnaval mainstream que rolava ao lado: vossa santidade Sven Väth mostrou porque carrega o título de papa, e fez um set épico de 2 horas e meia. Além dele, tINI também brilhou, fazendo o warm up perfeito para o que viria a seguir. Decepção ficou por conta apenas de Loco Dice, que apresentou um set razoável, porém descontextualizado com o evento e o horário em que tocou. No mais, apresentações dentro do esperado, do Digitaria ao Victor Ruiz.

Já a segunda noite do Dream Valley tinha como atração mais aguardada o holandês Hardwell, que ano passado havia feito uma apresentação épica no evento e este ano estaria no palco do Dream Valley como “Melhor DJ do Mundo”, segundo lista da DJ Mag. Mas até a atração mais esperada comandar a pista muita coisa aconteceu. No Mystic Stage o projeto Elekfantz, com os catarinenses Daniel Kuhnen e Leo Piovazani, roubou a cena, e na sequência, Gui Boratto manteve o alto nível das apresentações nacionais. Audiofly, Betoko, Tale Of Us e Funk D'Void completaram o line do palco, que foi considerado como uma das mudanças mais significativas do evento, tanto em estrutura quanto em atrações.

No lado do Dream Stage, uma baixa: as meninas do NERVO não conseguiram chegar a tempo no evento, e tiveram que cancelar a apresentação. No entanto, foram muito bem substituídas por um talento nacional, que assumiu a bronca e não deixou a pista parar um minuto sequer: Repow. Tocadisco, Thomas Gold e Bob Sinclar aqueceram a pista para a apoteótica apresentação de Hardwell que subiu ao palco com a camisa do Brasil com seu nome nas costas e o número 1. Sabendo que grande parte das 22 mil pessoas que passaram pelo Dream Valley Festival em sua segunda noite ainda estavam ali aguardando sua apresentação, Hardwell fez o que sabe: enlouqueceu a multidão. Assim como em 2012, após sua apresentação o público pediu bis o Dj encantado com o momento solicitou à produção que queria tocar mais uma musica, e seu pedido foi atendido repetindo o final apoteótico do evento.

Um evento dos sonhos

A estrutura do Dream Valley Festival 2013 agradou em cheio ao público que não teve problemas com filas no acesso e encontrou suficientes 4 mil vagas de estacionamento. Eram mais de 300 banheiros e 500 pessoas envolvidas na segurança do evento – que novamente não teve registro de incidentes graves. Em sua concepção, produção e operação, o festival contou direta e indiretamente com mais de mil profissionais das mais diversas áreas.  Ao todo haviam 14 bares espalhados pela arena do evento e duas lojas com produtos exclusivos Dream Valley assinados pela Colcci, uma na pista e outra no camarote, que era dividido em três setores e teve sua disposição elogiada. A praça de alimentação com Temaki, Pizza, Bauru e Calzone como opções de cardápio também agradou e, além disso, três brinquedos do parque Beto Carrero World estiveram à disposição dos dreamers das 20h à meia-noite: Fire Whip (primeira montanha-russa invertida do Brasil que tem 5 loopings e que atinge quase 100 km/h); Free Fall (elevador com queda de uma altura de 18 andares com velocidade de 90 km/h) e Star World Mountain (uma das maiores montanha-russa da América Latina com altura de 35 metros).  

A organização do evento considerou esta edição um sucesso. “Já notamos uma evolução e nosso desafio para o próximo ano é garantir a consistência do evento, mantendo a qualidade apresentada nesses primeiros dois anos”, disse o gerente de unidade da Engage Eventos em Santa Catarina, Rodrigo Mathias. “A estrutura funcionou bem e as filas fluíram com tranquilidade”, avaliou Luiz Eurico, representante da Plus Talent. “Juntamos três empresas que são as líderes em suas áreas para formar um grande time para a realização deste festival”, disse o sócio-diretor da Green Valley, Eduardo Phillips.

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