Tribe Belo Horizonte (30/05/2009): review e centenas de fotos

Publicado em 02/06/2009 - Por

Previously, on Psicodelia

Pedro: dae, rapa! bora viajar de avião? tenho pontos acumulados para viajar pela Gol. Cada trecho de até 620 milhas custa 2000 pontos.
eu: BH tá na distância?
Pedro: BH tá sim, 521 milhas Ctba-BH. Da pra eu, vc, a Lilian e a Cris irmos e voltarmos!
eu: Dia 30/05 tem Tribe BH, fechou?

Pedro: Fechou. Passagens compradas. Depois vemos a compra dos ingressos. Abração, até!

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Rumo à BH

E foi depois desse papo que saímos de casa, em Curitiba, por volta das 6:30 da madruga de sábado (ainda era noite), para chegar à tempo ao aeroporto, de onde o nosso vôo saía às 7:30 rumo a uma improvável conexão em Brasília.
Mas como uma das intenções era passear de avião mesmo, ninguém reclamou.
Saindo de Brasília, pegamos o avião para Confins (região de Belo Horizonte), dessa vez dividindo o vôo com nada menos que Shanti e Dino Psaras.
Ainda mais improvável, os dois Krome Angels reconheceram nossas camisetas do Psicodelia antes mesmo que nós os reconhecêssemos.
Mas há que se dar um desconto aqui, afinal, sem as máscaras, eles são um pouco diferentes. Conversa rápida na saída do aeroporto, desejamos uma boa festa aos caras, #bjomeliga e pegamos nossa carona para o centro de BH.
Pausa para o almoço, compramos nossos ingressos e pegamos uma van que estava fazendo a linha Savassi/Tribe de hora em hora.

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A Festa

Chegando na festa, encaramos uma longa subida que nos levaria até o Mirante Olhos D’água. Revista bastante tranquila, passamos os portões e o nosso esforço foi prontamente recompensado por uma belíssima vista da cidade de BH.
Para nossa surpresa, ao invés de um ambiente com grama (como estamos acostumados) o evento ocorreu em um ambiente recoberto com uma capa de asfalto. O jeitão de “estacionamento” deu um ar original à festa, melhorando a acústica do lugar, mas provocando uma imensa piscina na porta dos banheiros.

Pontos Negativos

O espaço: apesar de o local ser muito bonito, o espaço reservado para a a festa era relativamente pequeno. O que no início dava um ar de festa pequena e aconchegante à Tribe, com o passar do tempo e a chegada da maior parte do público acabou se tornando um problema, fazendo com que o local ficasse muito apertado, dificultando bastante o deslocamento no trajeto bar/banheiro/pista.
Banheiros: em quantidade muito menor do que o necessário, os poucos banheiros disponíveis geraram alguns desentendimentos na formação de filas para seu uso. A partir de um dado momento, muitas pessoas perderam a paciência e começaram a urinar na primeira árvore/muro/barraca que encontrassem por perto.

Pontos Positivos

Som e isolamento acústico: o som estava altíssimo, permitindo que se curtisse a música plenamente a qualquer distância do palco. Para complementar, palco principal e espaço Tribe Club estava “de costas” um para o outro, evitando qualquer interferência sonora nos 2 ambientes. Uma solução simples e prática, que deveria ser adotada como regra emqualquer festa.
Line Up: além das atrações de peso como Wrecked Machines, Bizarre Contact, Avalon, Trentemoller e os nossos (ouso dizer) novos brothers Krome Angels, houve algo a mais que nos chamou a atenção: os DJs em geral pareciam muito mais “à vontade”, mostrando uma quantidade de improvisos e experimentações muito maior do que estamos acostumados a ver.
Outro destaque foi o projeto Neelix, que arrancou nada menos que 3 minutos de aplausos após terminar seu live.
Este clima de descontração se extendeu também aos VJs: em vários momentos rolaram no telão frases do tipo “Dança aí, porra” ou até mesmo sacaneando outros DJs, como quando se referiam ao dinamarquês Trentemoller como “TRETA MULA“.
Decoração: a decoração lançada na tribe 8 anos ainda exerce um grande impacto visual. Pena que em função do pequeno espaço da festa, não foi possível erguer a tenda em formato de “8” ou “infinito”.

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Krome Angels: não só pela simplicidade mostrada no aeroporto mas também pela apresentação memorável, os caras realmente merecem ser um destaque à parte. Durante a festa, foram responsáveis por fazer muita gente cavar buraco no chão (mesmo no asfalto), em meio a um só comentário repetido dezenas de vezes: “puta-que-o-pariu“.

A Volta

E assim curtimos mais uma festa muito legal, com pontos negativos mas, sobretudo, muitos pontos positivos. Ficamos até o som ser desligado, pegamos a van de volta para o centro, dali para a rodoviária e então para o aeroporto de Confins.
Para a nossa sorte, havia um vôo direto para Curitiba, e chegamos de volta à capital paranaense por volta das 8hs da manhã de um frio e ensolarado domingo.
Resumindo em pouquíssimas pavaras: valeu a pena.

Extras


[Este review foi produzido com o apoio do Christiano Tiher. Valeu Brow!]

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