Gabe e a Música Eletrônica Brasileira

Publicado em 28/09/2010 - Por

Sem apelar para clichês (sambas, ziriguiduns e atabaques), o produtor por trás do Wrecked Machines se lança com sucesso em nova empreitada musical.Em 10 anos de produção, a música de Gabriel Serrasqueiro teve várias identidades. Do psytrance com um pé em Goa de “Surround Travel”, ao full on israelense de “Rounders” ; do psytrance minimalista de “A.gain” ao techno hipnótico de “Coma”, Gabe tem renovado com intensidade e frequência seu estilo. Contudo, parece que agora, finalmente, alcançou o mesmo patamar de qualidade que o consagrou como um dos maiores nomes da história do psytrance na sua nova empreitada Tech-House. Além do que vemos nos lives, já estão disponíveis na rede (para compra, download ou streaming) pelo menos três tracks que carregam uma característica em comum: grooves sólidos, melodias frescas e vocais brasileiros. Abaixo, segue vídeo de sua apresentação no Boom Festival, com seu remix para “Não me Diga Adeus”, de Elza Soares.

Mas é claro que não é de hoje que ele se embrenha nos nacionais. Há cerca de 5 meses ele publicou uma versão de “Tudo Vem”, do Barbatuques.

Gabe – Tudo Vem (OUT NOW ON BEATPORT) by Gabe Mais: acaba de lançar na compilação Saabs’s Supreme Selections sua esperada Maracatumara, que apela para instrumentos e timbres regionais do Norte/Nordeste. Gabe é inegável referência, que se avulta ainda mais pelo fato de que muitos começaram a se aventurar no complicado e discriminado mundo da música eletrônica pelo seu Wrecked ou Growling Machines. Por isso, é muito bom ver um nome que serve de referência para uma série de novos produtores produzir “música eletrônica brasileira” sem apelar para o óbvio (sambas, ziriguiduns e atabaques), como se o Brasil terminasse em fevereiro no Rio de Janeiro. O Brasil tem a alegria regional refletida em “Maracatumara”, a sensualidade metropolitana traduzida em “Tudo Vem” e a melancolia saudosista com “Não Me Diga Adeus”. Bravo, Gabe! – Quem deu primeiro foi o pessoal do Factóide, seguidos pelo Camilo Rocha. Escrito a quatro mãos por Eliel e Guilherme.

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