Quantize estréia no Brasil cercado de expectativas

Publicado em 12/03/2009 - Por Eliel Cezar

Com um prog pesado, vibrante e bem psicodélico, o projeto Quantize virá pela primeira vez ao Brasil em abril deste ano, para se apresentar na Orbital. O projeto é formado pelos israelenses Reshef Harari e Adi Ashkenazi, criadores de um som ao mesmo tempo dançante e conceitual. Quem já conhece, pode atestar que se trata de uma música forte, de qualidade e bem característica.

O primeiro álbum do projeto, “Time”, foi lançado em 2008 e conta com a participação de Ace Ventura, BLT e O-Grinker, alguns dos projetos preferidos dos caras do Quantize. A dupla já confessou que, além do trance, também curte tocar minimal e dizem estar ansiosos para conhecer o Brasil.
Confira abaixo entrevista concedida pelo Quantize para a organização da Orbital:

1. Como tudo começou? Como se conheceram? Há quanto tempo vocês produzem juntos?
Bom, resumidamente, nos conhecemos no colégio e posso dizer que o trance nos uniu, Reshef’s meu grande irmão era promotor de festas trance nos anos 90 e começamos a freqüentar estas festas juntos e a partir disso uma amizade começou. Mais tarde crescemos e terminamos a escola e cada um de nós seguiu seus caminhos viajando e vivenciando o mundo. Em 2003, depois de voltarmos de viagem nos encontramos em Israel e decidimos entrar para a cena trance tocando e explorando o som eletrônico, produzindo nosso estilo. Tínhamos muitas coisas novas para expressar depois de toda nossa experiência, portanto começar um projeto juntos foi o melhor caminho.
2. Qual seu estilo, suas influências musicais? Em que se inspiram?
Nosso estilo é o progressive trance psicodélico, gostamos de muita coisa no gênero eletrônico, tentamos pegar um pouquinho de cada estilo e combinar com nosso som. Estamos apaixonados pelo techno, que nos inspira muito, e nos ajuda no processo de criação de nossas produções. Consideramos D-NOX um ótimo DJ com habilidades musicais perfeitas.
3. Vocês lançaram o primeiro álbum “Time” recentemente, nos conte sobre esta produção.
“Time” é um álbum com nossas mais recentes produções que começou a ganhar forma em setembro de 2007. O processo de produção foi longo e difícil. Depois de muitas experiências conseguimos moldar nosso som e criar nosso estilo. As colaborações que tivemos nos trouxeram muita bagagem, Yoni (Ace Ventura), Yuli (Blt, Perfect Stranger), O-Grinker.
4. Como está o psytrance e progressive trance em Israel, ainda são os mais populares?
Psytrance e Progressive em Israel é um assunto que levaria algumas linhas para eu descrever, hoje em dia a cena está se desenvolvendo cada vez mais e mais e outros estilos estão interagindo nesta cena também, a exemplo do techno.
5. Por que Quantize?
O nome Quantize veio da necessidade de se fazer músicas bastante precisas, ou seja a sincronia entre tempo e espaço. Tentamos trabalhar aos poucos e de maneira bem precisa.

6. E suas gigs? Alguma inesquecível?

Gostamos de todas nossas gigs, algumas mais, algumas menos, mas toda vez que subimos no palco procuramos transmitir muita energia para o público. Estamos com muita expectativa para nossa primeira tour no Brasil que certamente será inesquecível.
7. Para a primeira vez no Brasil, o que estão preparando? O que já ouviram falar do nosso país? E sobre a Orbital?
Estamos preparando um live especial incluindo novos elementos. Já ouvimos falar muito do Brasil, da cena eletrônica, da culinária, do clima, enfim, sobre a Orbital só elogios.

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