Folha de S. Paulo divulga estudo que afirma que 55% do ecstasy consumido em SP é falso

Publicado em 13/08/2012 - Por Mohamad Hajar

Um estudo feito pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, em parceria com a Fapesp, fez uma alarmante revelação: 55,3% do ecstasy consumido em São Paulo não é ecstasy de verdade.

O MDMA, princípio ativo da famosa “bala”, tem sido substituído por substâncias como anfetaminas, remédios para emagrecimento e anestésico para cavalo, o que acaba alterando seus efeitos e causando surpresas desagradáveis em seus usuários. O psiquiatra Dartiu Xavier já observava isso em atendimentos nos prontos-socorros: “Algumas pessoas tomam a pílula e passam muito mal. Aparecem quadros de hipertensão, arritmia e até infarto ou derrame. Ora, esses não são sintomas do ecstasy.

O grande problema disso é a “roleta russa” que o usuário está exposto. A maioria das pessoas que usa este tipo de droga o faz por vontade própria e está ciente dos efeitos e danos, porém com o aumento das “balas” falsas, estes usuários poderão ser surpreendidos e enfrentar efeitos colaterais além dos que estava preparado para receber.

Esse tipo de coisa coloca mais lenha na fogueira do debate sobre a legalização. Se o governo é incapaz de erradicar o tráfico e os usuários não irão abandonar o consumo por conta própria, será que o melhor para a saúde pública não é legalizar, estabelecendo regras de fabricação, distribuição e consumo?

Clique aqui para ler a matéria completa, com outros depoimentos de especialistas e mais alguns dados complementares. E não podemos deixar de parabenizar a Folha pelo profissionalismo com que tratou o assunto.

 

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